O universo Steampunk

Na resenha sobre o primeiro livro da série Brasiliana Steampunk (AQUI), eu comentei rapidamente sobre um ambiente retrofuturista. Mas o que é exatamente esse ambiente?

Steampunk  é a tecnologia moderna – iPads, computadores, robôs, aviões – movida a vapor e situada no período de 1800. (Fonte: Ministry of peculiar ocurrences)

O termo deriva de cyberpunk, ficção científica que mostra o homem dominado pelas máquinas. Porém, o steampunk é ambientado no começo da Revolução Industrial, quando a tecnologia a vapor estava em  evolução. Assim, em uma realidade alternativa, essa tecnologia chegou a tal ponto que criou robôs, computadores, meios de transporte e de comunicação.

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Submarino Nautilus, de 20.000 léguas submarinas (Júlio Verne)

As obras literárias pioneiras no assunto são de Júlio Verne, “20.000 Léguas Submarinas”, “Volta ao Mundo em 80 Dias” e “Viagem ao Centro da Terra”, em que ele usa as novas descobertas da tecnologia da época para levar o humano a lugares fantásticos. Mas outras obras possuem algumas características steampunk, como “O mágico de Oz”, “A bússola de ouro”, “Sherlock Holmes”…

Muito da popularização do tema ocorreu pelo cinema.  Filmes com elenco de peso conquistaram o público, como “As Aventuras de James West” (Will Smith), “A Liga Extraordinária” (Sean Connery), “A invenção de Hugo Cabret” (vencedor de 5 categorias no Oscar) e a animação “9 – A Salvação”. O tema também conquistou espaço em animes e jogos de vídeo-game.

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9, na animação “9 – a salvação”

Os fãs do gênero não se limitam apenas a ler e ver filmes. Eles possuem conselhor organizados que promovem eventos para debater sobre as obras, produções artesanais, e sempre caracterizados, evidentemente.

Na literatura nacional esse gênero está conquistando cada vez mais espaço. Alguns consideram que o primeiro steampunk brasileiro foi “O Xangô de Baker Street,” do Jô Soares. Atualmente  temos “A lição de anatomia do temível Dr Louison” de Enéias Tavares, “Le Chevalier” de A. Z. Cordenonsi, “Territórios Invisíveis” de Nikelen Witter, “O Baronato de Shoah: a Canção do Silêncio” de José Roberto Vieira, entre muitos outros.

E vocês, já tinham ouvido falar desse gênero? Conhecem algum livro steampunk para me indicar? Estou aberta a sugestões!